sábado, 9 de julho de 2016

CÉREBRO NO TRABALHO


Os líderes mais inovadores incentivam a inovação, o pensamento criativo e a capacidade de resolver problemas.

Num ambiente de trabalho, se há trabalho, há pessoas; e se há trabalho e pessoas, há objetivos e um fim: lucratividade ou conhecimento ou sucesso. Há o desejo de conquista, de superação e de bem estar, principalmente financeiro. E para alcançar tais metas, é preciso gestão.
O fundamento de toda gestão é crescimento através do esforço humano organizado: todo conhecimento convergem para o desenvolvimento de todos e do ambiente de trabalho. Mas antes de tudo é preciso entender e gerir pessoas em torno de uma mesma emoção, com motivações e ações diversas. A ideia é construir um ambiente intelectual / profissional participativo, colaborativo e solidário.

Essa ação é muito difícil se não houver autoconhecimento das próprias emoções ou quando não se tem a noção equilibrada dos estímulos a que os sentidos entrarão em contato enquanto se experimenta o alcance de determinado fim (aprendizagem, inovação, reconhecimento, liberdade, engrandecimento). Ou seja, a gestão de pessoas exige mentes ‘abertas’ (sistemas nervosos estimulados) às constantes adaptações e transformações dos outros nos outros e para os outros: a gestão de pessoas deve ser uma sinergia positiva e empática. É um diálogo entre sinais elétricos enviados a determinadas áreas cerebrais para que se mantenha organizada uma equipe ou ambiente de trabalho.
Em ambientes de trabalho, ideias, estratégias, criatividades e motivações não faltam. O que falta é inovação e ação. O que falta é aceitar que é preciso mudar, pensar no que é preciso mudar e enfrentar o processo de mudança reconhecendo que o tempo será longo e as pessoas necessárias. Escolas e empresas, por exemplo, encaram essa perspectiva de maneira semelhante: uma quer um produto de sucesso; outra quer pessoas de sucesso.
E o que tem o sistema nervoso tem a ver com isso?
Seres vivos humanos têm sistemas nervosos que funcionamento por causa da convergência de estímulos advinda dos sentidos. As experiências e as vivências de cada um se misturam e há, no processo e nas memórias, várias seleções e adaptações sobre quem é quem; quem confiar ou não; o que fazer ou não; a quem se aliar ou não; quais os próximos passos ou desistências; etc. Tudo isso ocorre em segundos diante da necessidade de participar de uma dinâmica de grupo; um projeto de futuro; uma reunião importante; uma mudança de cidade; uma prova de concurso; etc.
Este é o âmbito do córtex prefrontal: ambiente das decisões. Mas antes dele, antes do lugar que nos torna ‘civilizados’; devemos pensar na evolução das amígdalas cerebrais (emoções), hipocampo (memória) e córtex pré-frontal (raciocínio): nosso sistema límbico (um conglomerado de estruturas situado abaixo do córtex pré-frontal).
A convivência entre pessoas ‘alimenta’ as rotas da sensação cujos órgãos dos sentidos detectam estímulos, convertem a informação em sinais elétricos e os transmitem para as zonas do cérebro especializadas em processas tipos específicos de informação sensorial e transformá-los em sensações. Hoje, além do conhecimento, é imprescindível pensar e agir com inteligência na gestão de pessoas no trabalho porque, antes da efetivação dos trabalhos / projetos, emoções diferentes estão unidas.
É preciso fazer funcionar o cérebro consciente (habilidades emocionais e ferramentas cognitivas), ainda que memória e imaginação estejam sempre em alerta quanto ao desconhecido ou às diferenças de posturas ou emoções. Então, ao gerirmos pessoas no trabalho, devemos desencadear a experiência de realidade no intuito de estabelecer as melhores performances e relações profissionais. Pontos iniciais: autoestima e lúdico. Ou seja, incentivar / provocar a fluência dos currículos óculos; a experimentação dos pensamentos; a presença das diferenças de comportamento; e a liberdade de querer mudar a si e ao processo: estamos falando da presença de serotonina e dopamina (bem-estar e prazer) em fazer parte de algo positivo.
Boas relações se constroem com emoção e pensamentos sobre si mesmo e sobre o que se quer do outro. O ambiente em que passamos boa parte do nosso tempo (o trabalho) demanda tanto um cérebro social, quanto um cérebro emocional. Logo, no contexto do trabalho, emoções podem parecer sentimentos conscientes, mas são movimentos internos, ou seja, são respostas psicológicas aos estímulos, destinadas a nos afastar do perigo e nos aproximar da recompensa.
É preciso treinar o cérebro para entender as diversidades e se manter inserido neste ambiente com mais recompensas do que perigos (ansiedades, preocupações, medos ou irritações). É um processo intenso de adaptação às situações e de transformação interna elaborada pelo sistema límbico.
Pensando nisso, há algumas frases que devemos evitar em ambiente de trabalho, segundo o site ‘universia’. Estas são frases que produzem certa toxicidade à boa convivência entre colegas e podem determinar conquistas emocionais e/ou profissionais. A saber:
1. "Isso não é justo" – Aceite que injustiças acontecem o tempo todo e siga em frente. Não perca o foco ou torne-se vítima;
2. "Isso não é problema meu" ou "Não sou pago para isso" – em momentos estamos no topo; em outro precisamos de ajuda; logo não se neutralize; participe; colabore sempre que puder;
3. "Eu acho que..." – Como você não está ‘procurando’ nada, não tem que achar nada. Tem foco e força; logo ‘eu acredito’ é o melhor;
4. "Vou tentar" – Você pode até pensar ‘eu posso tentar’ porque logo a seguir virá ‘eu sou capaz’; mas tente não falar. Se é capaz não há possibilidade de falha. A falha gera desconfiança e isso não é bom. Assuma e aprenda;
5. "Eu odeio..." – Evite sentir esta emoção e nunca a prouncie. Há uma carga muito negativa. Palavras tem poder e esta é muito forte. Pare de reclamar e faça o que lhe compete;
6. "Mas nós sempre fizemos desse jeito" – Diante de mudanças temos a oportunidade de fazer diferente, experimente. Não a desperdice com ações de sempre (engessantes). Refaça projetos, amigos, ordem, regras. Pratique a flexibilidade cognitiva e resolva problemas;
7. "Isso é impossível" ou "Não há nada que eu possa fazer" – Reveja seus planos ou erros, item a item, para detectar onde houve desvio e reconstrua. Não há nada impossível, apenas o que vc acreditar que seja. É o melhor momento para entender o que significa ‘superação’. Atitudes proativas sempre;
8. "Você deveria ter..." – Se algo deu errado, reveja e encontre novas soluções. A busca de culpados é inútil. Chame e reorganize o grupo para, junto, repensarem novas estratégias. No processo, ofereça ajuda sempre;
9. “Não tenho tempo para isso agora” – Ainda que seja verdade, atenção a quem diz isso. Essa atenção é muito importante. Trabalho é importante, mas a necessidade dos colegas / amigos também. Prioridade é para todos. Ao invés disso, pergunte se você pode ajudar dentro de alguns minutos ou se vocês podem agendar um horário.

Profª. Claudia Nunes

REFERENCIAS


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