terça-feira, 18 de abril de 2023

No tempo dos meus avós...

 

No tempo dos meus avós...

 

No tempo dos meus avós

Vida simples era natural

Aprendizados e amores

Busca por paz e encontros

Tudo com propósito

Algo bem normal.

 

Vida simples tem relógio

E nós perdemos a hora.

Triste com o mundo atual

Muito suor e menos alegria

Lugares esgotados, mofados

Sensação térmica de geladeira aberta

Frio na medula e pouca imaginação

Somos rascunho em ação.

 

Vida simples é sorte

É exercício de luta

De pedra subindo montanhas

De descobertas inúteis

Pelo jogo da paz

No tempo dos meus avós

Tudo bem, amém

Só podemos olhar

E aceitar a dor além,

Que não tem plano ou sonho

Que disfarce nossa vergonha.

Não demos conta da vida.

É silencio na garganta

E sempre a doce vingança.

No tempo dos meus avós

 

Vida simples é a pele do tempo

Sem a besteira de vários nós

Sem nós.

 

Prof.ª Ms. Claudia Nunes (19.01.2022)

Um dia minha mae disse: segue seu caminho...

 

Um dia minha mãe disse:

Segue seu caminho

 

Um dia minha mãe disse:

Segue seu caminho

Mas não esqueça seu ninho.

Vento no rosto

Viagem em busca de mim mesmo.

Não sei vocês,

Mas aprender é saber tropeçar

Arrumar malas e

Viajar.

No mundo sem ponto de contato

Viajar liga emoções e

A vontade de voar sem nenhum nó.

Vontade de voar e desligar

As vezes só.

Não pertenço a nenhum lugar.

Lugar não me reflete

Nem me prende

Fantasia, infância,

Contatos da memória

E de algum dor, história.

Quero salvar alguém

Viver histórias

Afinal sou heroína

De uma jornada cheia de curvas

Poucas vezes silenciosa.

Não há mágica

Há descobertas

Verdades

Confianças

Puras amenidades.

Um dia minha mãe disse:

Segue seu caminho

Mas não esqueça seu ninho.

Estarei sempre esperando...

Voei tal passarinho...

 

Prof.ª Ms. Claudia Nunes (18.01.2022)

De repente o mundo...

 

De repente o mundo...

 

De repente o mundo ficou diferente.

Doença, pandemia, morte e solidão.

Furor e rotinas cheias de dramas.

Nessa loucura, eu não sei de mim.

Só tenho meu pente na mão

 

É desconforto, dor, desconfiança

Nada permanece ou desaparece

É confusão que nunca apetece

Só perdi a aliança apesar da prece.

 

Quero os prazeres livres

Das cores mais pungentes

Beijos mais ardentes

E lentes plenas de rosas e mais rosas

Completamente sem dentes.

 

Vou adiar meu tempo

Porque estou descartada.

Por que sou assim?

Por que me tornei isso?

Porque sou chata

Quando sou o meu pior.

Sempre e sempre na hora exata.

 

Prof.ª Ms. Claudia Nunes (15.01.2022)

 

SANCHA - Invisível ou cancelada, tanto faz...

E de repente eu posso ser invisível. Sancha está na piscina do clube e sabe que pode ser invisível. Ao contrário das outras pessoas, ela se sentia bem com a descoberta. Desparecimento social. Cancelamento. Invisibilidade. Seus problemas eram tantos e tão indecifráveis que, diante da descoberta, ela se sentia muito bem. Não precisava ser fortaleza, coerente, silenciosa, organizada, parceira, simples. Ela desapareceu. Ela não era insignificante, nem fora humilhada. Ela estava sendo desafiada. Nunca experimentara a invisibilidade na multidão, ainda assim estava num mundo em que ser invisível alegrava seu coração. Na cadeira da piscina, ela observava as pessoas. Somos capazes de enxergar várias coisas quando exclusos dos afetos, do trabalho e do mundo virtual. Ali ela fora cancelada e podia fazer escolhas diferentes e sem direções. Sua velocidade era caótica e iluminada. Novas luzes atravessavam seu corpo criando um novo corpo com múltiplos reflexos sem incomodar ninguém. Ela estava ali, mas sem precisar de aproximações ou educações de sempre. Invisibilidade depende da mudança do referencial. De participante a simples observadora: “que vida boa!” Um observador enxerga o todo porque está livre de interferência. E sem interferência, ela sabe que as pessoas são capazes de tudo. A invisibilidade tinha seu lado irônico. Da piscina, ela pairava sobre diferentes vidas em movimento e ainda assim viver o sol sem interrupções. Cancelada, invisível, Sancha ganha energia e certa loucura. Em um mundo ficcional, sempre e sempre a vida real será revivida e vivida pelo tanto de escolhas fantásticas que faremos com os nossos sentidos. Aproveite!

 

Prof.ª Ms. Claudia Nunes (04.01.22)

SANCHA? BOA SORTE!

Sancha quer desapegos. Ela não aguenta mais sua rotina e sua vida. Respirando intensamente, ela não tem possibilidades; não imagina resultados; e seu conforto é a rigidez do tempo. Sancha só tem intenção e sonho. É uma luta viver o novo em sua mente e em seu corpo. Ela gosta de saber. Viver o novo é deixar fluir sem nem imaginar os caminhos por onde seus passos irão; é ter que ser criativa no ‘de repente’; e é assumir o espontâneo sem restrições. Ela nunca soube fazer isso. Lógico que ela reconhece que ideias prontas congelam alegrias, conquistas e sucesso. Mas abrir-se às inúmeras cenas de flexibilidades é muito inseguro. E insegurança se sustenta no medo: medo de errar ou de não saber como viver um erro. Sancha não é dessas. Isso não a representa. Só que ela não está mais dominando ou controlando seus sonhos. Há algo diferente. Houve uma mudança. E daí única certeza: entre o ponto A e o ponto B, há infinitas possibilidades. É a incerteza criando raízes dentro dela e mudança sua energia e vontades. Sancha está excitada e vivenciando a liberdades das múltiplas direções. Escolher não é fácil. Ela deve apenas ir e encarar o caos das incertezas. É um passo de cada vez sem tanto pensamento e com muitas outras escolhas. Hoje, a ideia de viver o tempo é a ideia da OPORTUNIDADE. Para cada escolha, várias oportunidades de ser Sancha nova ou renovada. Será bom? – pensa Sancha – sei lá, apenas será possível. Hoje é o mistério, o encantamento, a excitação, a aventura das escolhas que farão as pessoas terem qualidade, empatia e muita vivacidade. Depois de arrumar a casa detalhadamente, Sancha entre em modo prontidão e aceita não mais iludir a sorte e as oportunidades. Viva!

 

Referência:

CHOPRA, Deepak. As setes leis espirituais do sucesso. Rio de Janeiro: BestSeller, 2020

 

Prof.ª Ms. Claudia Nunes (04.01.2022)

E CHEGOU 2022

E chegou 2022. Novo tempo de incertezas. Nova oportunidade de ignorar a palavra ‘repetição’. Roupas velhas não devem permanecer em nosso corpo ou armário. Não devemos nos manter vítimas do passado. São 365 de oportunidades e esperança. Vagarosamente devemos mudar hábitos, gestos, pensamentos. É reeducação de vida; de tudo na vida. De novo, um conselho: vá renunciando aos apegos e aos confortos. Essa é a paz que merecemos! E como alerta Osho (2020), outra vez estamos “no campo de todas as possibilidades”. Eu ainda não sei por onde começar, mas gosto da excitação, da aventura e do mistério de um tempo dos sonhos, dos desejos e das listas em geral. Este é o meu presente. Minha serotonina. Diante do desconhecido, eu preciso experimentar mais e outras diversões, mesmo que estas surjam a partir de decisões / escolhas tensas e intensas. Em 2022, a palavra é COMUNICAÇÃO e eu incluo, comunicação com excitação. “Não é preciso ter uma ideia pronta e acabada do que você vai fazer nas próximas semanas do ano”, apenas entenda que elas existirão e que você (eu) as viverá sem controle de nada. Novo conselho às novas respirações: sejamos criativos com atitude!

 

Prof.ª Ms. Claudia Nunes (28.12.2021)

terça-feira, 28 de fevereiro de 2023

Da janela, eu encontro outras oportunidades

Da janela, penso em Chopra (2020), sem distanciamento, somos prisioneiros da impotência, da desesperança, das necessidades mundanas, das preocupações triviais, do desespero mudo, da falta de humor, ou seja, vida medíocre e pobre. Mas como saio disso quando estou assolada de desafios? Fico pensando em saúde mental. Todos os dias eu não tenho paz. No mundo, em casa, no trabalho, de repente, confusão e pandemia. A rotina está estilhaçada. Da janela, algumas ideias: eu preciso de apoio, de outros planos, de novas atitudes emocionais, de distanciamento e de muito prazer. É tudo muito incerto, mas aprendi que a dúvida estilingue para a mudança, a resiliência, o aprendizado e talvez a justiça divina.  Da janela, sei que preciso criar nova rotina e menos vulnerabilidade. É o presente que importa literalmente. Tudo o que fui é prisão se for sentido como seguro. É hora de evolução. De qualquer jeito, evolução. E evolução é a vida acontecendo; é a incerteza sendo vivida, como num jogo de pôquer ou de xadrez. “Incerteza significa entrar no desconhecido em todos os momentos da existência; e o desconhecido é o campo de todas as possibilidades, sempre frescas, sempre novas, sempre abertas à criação de novas manifestações”. Não quero me repetir; quero minhas memórias como força motriz dos meus incríveis e desconhecidos “dias seguintes”

 

Referência:

CHOPRA, Deepak. As setes leis espirituais do sucesso. Rio de Janeiro: BestSeller, 2020

 

Profa Claudia Nunes (28.12.2021)

Nada nunca é igual

  Nada nunca é igual   Enquanto os dias passam, eu reflito: nada nunca é igual. Não existe repetição. Não precisa haver morte ou decepçã...